Phalavra

E o horizonte tão de ouro vestido.


É o horizonte tão de ouro vestido

Mesmo imaginariamente o mar sempre esteve presente por dentro dos meus olhos, bem por dentro da minha cabeça, mesmo em tempos de penúria nunca fui esquisito, bastava-me um rio, mesmo uma ribeira me satisfazia, no tempo em que a água era transparente como a alma da mais pura das crianças qual aprendiz de anjo.

Yeap, o mar, a água que estranhamente temia e simultaneamente me fascinava, o oceano com a ideia de um novo mundo de um novo eu, essa vontade de ir com a maré qual pedaço de madeira á deriva, o horizonte tão de ouro vestido, tão ali ao fundo, ali tão longe, o meu olhar já tinha percorrido tantas milhas, tantos quilómetros que exausto se deixou cair na areia, o murmúrio da ondulação tão zen como calma embalava os meus pensamentos, me acarinhava, o som de embalar, o quente do sol a tapar o meu corpo, as ondas de prazer intermináveis comandadas pelas mares batiam suavemente na areia espalhando, qual sémen, espessa espuma branca, o murmúrio, o silêncio, a paisagem emocionava pela sua quase religiosidade, fechei os olhos… Lentamente…

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