Phalavra

Colérica – parte 1


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As cores eram fortes, na verdade os sentimentos estavam bem vincados, será que eram os sinais vindos do fundo do poço, no fim serão estas cores que nos vão explodir pela cara adentro? Ou o murro que nos acerta em cheio na cana do nariz…estrelas, cores quentes, sangue a escorrer sem rumo pelo rosto…

…dor envergonhada, tímida que sem avisar crescem, transbordam como martelos pneumáticos, sincopados mas fortes, extremamente pontuais, dolorosas, lágrimas que nos caem dos olhos, sem parar tal como num dia típico de outono, solidárias com as olhas das árvores que num suicídio colectivo decidem que é a altura de se deixarem cair para a liberdade, raptadas pelo vento, voando numa espiral sem rumo, enjoativa demente, doentia e paranóica…

No outro dia pensei mesmo que era a sério, fucking serious, era uma sensação de bem estar indescritível, o som do motor, o corpo a encaixar no banco, os G`s a funcionarem e o meu corpo, tipo fotocopia, misturado, célula  a célula, com o carro, o sentimento de poder, quase sexual, fez-me estremecer, mas de frio, era um sonho, encontrava-me destapado e o frio da noite atacou implacável fazendo-me tremer de frio, e eu a julgar que era a janela do carro aberta…porra nunca mais vejo videos no youtube antes de adormecer, especialmente de carros.

 

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